quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Mobile Advertising no Brasil

Quando comecei a me interessar por Mobile Advertising e a ler mais sobre o assunto na internet, percebi que o estágio em que o Brasil se encontra nesta área ainda é muito inicial.
No final do ano passado fui à apresentação da pesquisa “Novos Consumidores 2” do Núcleo Jovem da Editora Abril, que apresentou o perfil do jovem e sua relação com a propaganda, nos diversos meios de comunicação. Fiquei muito surpreso ao ver que a propaganda em celular estava figurando na parte mais baixa da área “neutra” do índice construído pela pesquisa (foto abaixo), junto com anúncio de ¼ de página em revista.



Neste momento estava me correspondendo com Andrew Grill, um Mobile Advertising Evangelist de Londres, que tem o famoso blog London Calling, e resolvi fazer uma breve pesquisa do nosso mercado para entender melhor o cenário e os motivos que levaram a pesquisa a trazer esse resultado. O próprio Andrew publicou essas impressões em seu blog.

De acordo com a ANATEL, o Brasil tem hoje 150 milhões de linhas de celulares ativas, registrando um crescimento de 24,52% em relação a 2007, um recorde. Destas linhas aproximadamente 81% são pré-pagas e 19% pós-pagas.
Apesar de o Brasil ter um crescimento extremamente acelerado no setor, chegando a ser o sexto maior mercado do mundo, a quantidade de linhas pré-pagas ainda é muito maior do que as pós-pagas. A Revista Veja apontou em uma pesquisa que 60% dos donos de celulares têm renda mensal inferior a R$480,00.
Esses fatos mostram que, apesar do crescimento, os brasileiros ainda usam o celular mais para receber chamadas e SMS do que qualquer outra coisa. A penetração dos smartphones, apesar de terem mostrado um crescimento em meados de 2008, quando a Nokia divulgou um aumento de 4% para 10% das vendas de smartphones entre maio e junho de 2008, ainda é muito baixa.

Somando-se a este cenário, basta ver o que é feito de Mobile Advertising por aqui. No máximo as operadoras enviando SMSs sem relevância e sem autorização dos usuários (SPAM), vez ou outra uma máquina ligando para você com uma gravação, e aos poucos começam a aparecer as primeiras ações de Bluetooth, e mais timidamente ainda, de QR Code.
Com isso, fica mais fácil entender porque o jovem encara a propaganda em celular uma coisa chata e invasiva, tão interessante quanto um anúncio de ¼ de página de revista, daqueles que você passa batido e nem lembra o que viu.

O problema que vejo nisso tudo é que as pessoas começam a criar uma resistência ao Mobile Advertising, o que pode dificultar o crescimento deste tipo de comunicação no país.

As operadoras devem entender a regra dos 3Ps do Mobile Advertising, mas isso é assunto para o próximo post.

E você? O que já receber de Mobile Advertising? O que você achou?

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