Com a moderação de Léo Xavier, da Pontomobi, ouvimos profissionais como Fiamma Zarife, diretora de VAS (Value Added Service) e Conteúdos da Claro, Terence Reis, Diretor Executivo da MMA LATAM (Mobile Marketing Association) e Jean Boechat, Diretor de Criação de mídias digitais da JWT.
O evento foi muito rico para o entendimento das dificuldades que os profissionais de mídia enfrentam para se vender o mobile em um mercado com a visão de penetração e frequência, dos criativos em pensar soluções que se adéqüem às centenas de diferentes aparelhos que existem no mercado, e para conhecer um pouco mais do que a Claro vêm fazendo.
A Claro é considerada por todos como a operadora que mais avança em direção ao mobile marketing, mesmo enfrentando entraves processuais internos, como o faturamento de serviços de mídia, ou como bonificar minutos para seus clientes, com a recente promoção com a rede de postos Ale (em São Paulo).
Fiamma expôs ainda as formas de mobile marketing disponíveis na Claro, que são o SMS, em sua base de 20 milhões de usuários opt-in e o Celltick.
Quando se fala em base opt-in de SMS fico um pouco perturbado, pois sou mais um daqueles que recebem promoções da TIM, sem nunca ter sido perguntado sobre o assunto. Acredito que uma base opt-in feita pelas operadoras hoje em dia é feita a partir de letras miúdas em contratos com cláusulas escondidas. Além disso, o simples opt-in não me garante de forma alguma, que o consumidor ficará interessado em minha comunicação, já que a preferência dele nunca foi perguntada. O princípio dos 3P´s não é respeitado no Brasil.
Já o Celltick é um avanço no mobile marketing de nosso país. A tecnologia consiste na publicação de propaganda na tela de seu celular, quando ele está fora de uso (Idle), ou seja, se você deixar seu celular em cima da mesa, ao invés de aparecer o relógio na tela toda, entra uma propaganda.
O melhor do Celltick é que com apenas dois clique o usuário pode receber um brinde, participar de uma promoção ou interagir com a peça, sendo levado a um site, como no exemplo abaixo, onde ele ganha um wallpaper:
Além disso, o Celltick pode ser usado com base na localização do usuário, através das células de antenas da operadora. Dessa forma, é possível fazer uma comunicação de uma marca esportiva na região de um estádio em um dia de jogo.
A tecnologia é muito bem aceita pelos usuários. De acordo com dados da própria Celltick 80% dos usuários deixam o LiveScreen ligado, enquanto 35% usam regularmente, chegando a uma média de 8 a 10 cliques por mês. Esse resultado se dá pela relevância da comunicação, e já fez com que a tecnologia seja usada por 25 operadoras do mundo, com mais de 35 milhões de interações por mês.
Espero o próximo Mobile Marketing Breakfast para estender as discussões e aprofundar os temas.

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